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domingo, maio 13, 2007

À flor da pele


Não sei se TPM. Não sei se sintomas da minha fiel "ciclo(dis)timia". Não sei se vestígios de um passado que não se quer fazer remoto. Eu realmente não sei.

O fato é que ando meio à flor da pele. Culpa de Norah Jones, talvez. Ou da bucólica paisagem do caminho diário para o trabalho. Quem sabe até da própria rotina, que não tem me proporcionado atribulações intrinsecamente motivadoras.

Tudo tem me tocado de uma maneira ímpar. É como se de repente minha sensorialidade se exacerbasse, e cada mínima partícula da minha casca de noz tomasse proporções estratosféricas.

Sinto-me no império das sensações, no sentido mais estrito da palavra.

Uma rosa. Uma folha. Um risinho tímido. Uma lembrança de retrovisor. Um beijo de novela. O vento na cara. Um acorde de violão. Uma música. Um abraço. Êxtase. Pele. Flor.

[...]

Você, em seu estado de pulverização contínua.

Nesta era sensorial, careço de inspiração. O atual estado de fluxo me mantém em constante torpor.

Ausência.



[...]




Pele e flor.

Lonestar


Lonestar

(Norah Jones)

Lonestar where are you out tonight?
This feeling I'm trying to fight
It's dark and I think that I would give anything
For you to shine down on me

How far you are I just don't know
The distance I'm willing to go
I pick up a stone that I cast to the sky
Hoping for some kind of sign

sexta-feira, maio 04, 2007

Sobre a Homeostase


Resolvi deixar estar.

Relegar às vicissitudes mundanas o desdém que merecem.

Afinal, pra quê?

Tudo tende à homeostase? Creio que não.
Existe algo mais aleatório que a vida, esta sucessão de "improbabilidades"?

Deixo estar,então.

Declaro-me a partir desse instante sob a égide dos acasos.

Não espero mais. Não ligo mais. Não jogo na mega sena. Não procuro mais pela figurinha número 1 do álbum.

Enfim, pra quê?

Se tudo tende ao caos, por que me apegar à ilusão das expectativas?

Se tudo é efêmero...

Só deixo estar.





"Let her get on with life/
Let her have some fun"